Os holandeses

Filipe II, rei da Espanha, assumiu também, em 1580, o Reino de Portugal. A Espanha encontrava-se em guerra com a Holanda. Em conseqüência disso, os holandeses passaram a considerar também os portugueses como seus adversários.
A Holanda era na época um país poderoso. Possuía diversas empresas que tinha a finalidade de explorar projetos lucrativos em outros continentes, como a companhia das Índias Ocidentais. Esta percebeu que a cana-de-açúcar, que se cultivava no Brasil, era uma importante fonte de lucro.
Movida por esse objetivo, financiou uma esquadra, comandada por Jaco Willekens, conquistou, em 1624, Salvador, na Bahia.
Grande parte dos moradores, diante da força dos ataques, foi obrigada a se refugiar no interior. Para conseguir enfrentar os inimigos, uniram-se sob o comando do Bispo Dom Marcos Teixeira e do militar Dom Francisco de Moura.
Em 1625, após vários combates, os holandeses foram expulsos do Brasil, diante da vinda de uma forte esquadra luso-espanhola, sob o comando de Dom Fradique de Toledo Osório. Era o fim da primeira tentativa dos holandeses se radicarem no Brasil.
Voltaram a estabelecer-se no Brasil em 1630, desta vez em Pernambuco. Diante da poderosa investida dos holandeses, o governador, Matias de Albuquerque, refugiou-se no interior, onde se dedicou a preparar a resistência.
Os holandeses chegaram a condições de, desta vez, enfrentar com superioridade os inimigos. Aumentando o seu domínio ano após ano, em 1564 possuía uma área que se estendia da foz do rio São Francisco ao Maranhão.
Havia sido nomeado o Conde João Mauricio de Nassau para dirigir o território conquistado, o qual chegou ao Brasil em 1637.
Mauricio de Nassau era dono de excelente cultura e de grande inteligência. Com sua gentileza conseguiu ganhar muitos amigos brasileiros.
Sua administração foi muito proveitosa para Olinda e Recife. As artes e as ciências tiveram seu dedicado e importante apoio. Isso, porém, não era bem visto pela companhia das Índias Ocidentais, cujo objetivo se limitava a obtenção de lucros provenientes das práticas comercias. Diante disso, um grupo de comerciantes passou a exercer a administração, diante da recusa de Mauricio de Nassau.
Com a intenção de expulsar os holandeses, registrou-se, em 1645, uma revolta, que ficou conhecida como Insurreição Pernambucana. O comando era exercido por André Vidal de Negreiros e João Fernandes Vieira. Também faziam parte do movimento, índios, chefiados por Filipe Camarão, e Afro-brasileiros, sob o comando de Henrique Dias. A participação do padre paulista Manuel de Morais foi de grande valor nesse movimento.
Diante da bravura dos atacantes, os holandeses perderam a batalha do monte das tabocas, em 1645, bem como as duas batalhas que se realizaram em 1648 e 1649 nos montes Guararapes.
Mas a derrota final somente aconteceu em 1654, quando foram atacados pela esquadra sob o comando de Pedro Jaques de Magalhães.

As invasões holandesas e francesas no Brasil

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Publicado em 27 de maio de 2012, em Governos, Invasões. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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